Carisma:
Compaixão e Misericórdia
Somos chamadas a ser um sinal de Deus no mundo, a estar junto aos pobres e
sofredores. Vendo neles o rosto de Cristo
com sentimentos de compaixão, ternura e misericórdia.

ESPÍRITO
A Filha de Nossa Senhora das Dores
Pedirá ao Senhor o mesmo dom pela força do Espírito Santo e pela intercessão da madre fundadora e o assimilará tornando-o Espírito, quer dizer alma da sua vida, pela meditação quotidiana da Palavra de Deus: especialmente daquela que mostra o semblante redentor de Cristo; e pela reflexão constante sobre as múltiplas e várias dores do homem, imagem de Cristo que sofre no seu corpo Místico.
Lembrando que Cristo na cruz realizou a Redenção pelo sofrimento abraçado e vivido com amor, Acolherá, com espírito de fé, com humildade amorosamente, o sofrimento físico, moral e espiritual, uma fonte de graça. E, sobretudo, como um vínculo de amor com Jesus, bem sabendo que Ele tem um valor Redentor para si e para a humanidade inteira. Pois é continuação e atualização da salvação realizada por Cristo.
O sofrimento não encontrará desprovida e sem preparo a filha da Mãe das Dores, a qual lembrará que o sofrimento é um continuo convite para demonstrar a própria maturidade espiritual, no espírito escatológico das bem-aventuranças e para alimentar a esperança de que nada pode tirar-lhe a sua dignidade.
Aprenderá de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir (Mt. 20- 28), as virtudes da humildade, da doação, da gratuidade para com todos, especialmente para com os mais necessitados que se encontram em todos os meios e dos quais não podem esperar recompensa alguma.
Sabendo com a plena certeza da fé, que a Redenção, realizada pela cruz, restitui definitivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo (Redentor Hominis, 10), aproximar-se-á dos irmãos pecadores com atitude de misericórdia e não de condenação, bem sabendo pela experiência, como a misericórdia restaura a confiança em si, na vida e na salvação de Cristo, que é para todos.
Aproximar-se-á do mundo do sofrimento, qualquer que ele seja, com a atitude de Bom Samaritano, quer dizer de quem é sensível ao sofrimento do irmão e se compadece, para levar alívio e ajuda eficaz, oferecendo todo próprio afeto, mas também os meios materiais, abrindo a própria pessoa ao outro, quer dizer tornando-se dom para o irmão (Salvifici Doloris, 28): confortando, animando os irmãos no sofrimento e na oferta das dores e da morte.
Sentirá-se-á pessoalmente chamada a testemunhar o amor no sofrimento, na firme convicção que nenhuma instituição, sozinha poderá substituir o coração humano, a compaixão do irmão, o amor humano ao encontrar o sofrimento do outro (Salvifici Dolores, 29), sofrimento que está presente no mundo para gerar as obras de misericórdia.
Convém lembrar que o primeiro próximo para amar e ajudar deve ser procurado na sua própria comunidade religiosa.
Considerará o trabalho, qualquer que seja, e o sacrifício a ele conexo, como, uma pequena parte da cruz de Cristo e o aceitará no mesmo espírito de redenção com o qual o Cristo aceitou por nós a sua cruz. No trabalho assim aceito encontrará o anúncio dos Novos céus e de uma nova terra que, justamente pelo peso do trabalho, são oferecidos à humanidade e ao mundo, graças à luz da ressurreição. (Laborem exercens, 27). Portanto a missão específica da Filha de Nossa Senhora das Dores na Igreja é a de testemunhar com a vida e com as obras o valor redentor do sofrimento.
O exemplo da madre fundadora incentive a procurar aquelas formas de apostolado em que se expresse, de maneira visível, a gratuidade do dom que foi a característica das origens da Congregação.